sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Vantagens e Desvantagens das Redes Sociais


Rede social

Uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas (ou organizações, territórios, etc.) - designadas como nós – que estão conectadas por um ou vários tipos de relações (de amizade, familiares, comerciais, sexuais, etc.), ou que partilham crenças, conhecimento ou prestígio.
A Análise de Redes Sociais analisa as relações sociais com base na Teoria de Redes (network theory). Os nós (nodes), actores individuais que formam a rede, e os laços (ties), as relações que unem os actores, são as duas noções fundamentais da Teoria de Redes. As investigações, em distintos campos do conhecimento, têm mostrado que as redes sociais operam em níveis muito diferentes, desde as estruturas familiares até ao nível dos países (conhecidas, estas últimas, como rede política), e permitem analisar a forma como as organizações desenvolvem a sua actividade, como os indivíduos alcançam os seus objectivos ou medir o capital social – o valor que os indivíduos obtêm da rede social.

Redes sociais e o impacto delas sobre a vida diária de um usuario comum

A socialização digital tem estado cada vez mais presente em nosso dia a dia. É fato que você já deve ter pelo menos acessado alguma das redes sociais disponíveis na internet. Com toda a evolução social da internet, ficamos propensos ao uso de redes sociais para tornarmos digitalmente sociáveis.
É até mesmo comum encontros entre pessoas que se conheciam apenas em redes sociais. Em Curitiba, por exemplo, existe o Curitiblogs uma associação de blogs de Curitiba, onde frequentemente os blogueiros encontram-se para partilhar de conhecimentos e é claro para dar aquela relaxada e curtir o papo entre amigos. Esta forma de socialização entre os blogueiros têm se tornado constante.
Este é o ponto mais questionável da pesquisa – 75 pessoas completaram o questionário.
O número é baixo, pois ele representa as pessoas que consegui abranger com alguns anúncios no Twitter e no Facebook. O lado interessante é que estes foram os únicos mecanismos de divulgação, portanto os resultados possivelmente representam um grupo com um certo perfil: usuários ativos de Internet, interessados em Redes Sociais (senão não responderiam a pesquisa) e provavelmente ligados ao mundo da Tecnologia (setor aonde tenho mais contatos).

Impacto no trabalho

As Redes Sociais estão cada vez mais presentes tanto nos lares brasileiros como no trabalho, ambiente em que muitas pessoas passam a maior parte de seu dia. Com isso, achou-se um meio de lazer em meio as preocupações do serviço diário. Porém, muitos chefes e patrões tem reclamado muito, dizendo que seus comandados tem deixado de realizar suas obrigações, por estarem distraídos com conversas via redes virtuais. É preciso ter consciência e saber a hora certa de fazer tais coisas, afinal, ninguém gosta de levar bronca à toa de seus patrões, não é mesmo?

Impacto na educação

O tema “Redes Sociais” está em grande evidência, o que faz com que Pesquisas sobre o assunto sejam frequentes. Só que muitas delas têm sua origem nos EUA (aliás, como a maioria das pesquisas). Acredito que o padrão de consumo de Redes Sociais no Brasil e nos EUA seja MUITO diferente, então porque não soltar um “balão de ensaio” e analisar como algumas pessoas no Brasil estão usando as Redes Sociais?
Este é o ponto mais questionável da pesquisa – 75 pessoas completaram o questionário.
O número é baixo, pois ele representa as pessoas que consegui abranger com alguns anúncios no Twitter e no Facebook. O lado interessante é que estes foram os únicos mecanismos de divulgação, portanto os resultados possivelmente representam um grupo com um certo perfil: usuários ativos de Internet, interessados em Redes Sociais (senão não responderiam a pesquisa) e provavelmente ligados ao mundo da Tecnologia (setor aonde tenho mais contatos).

Relatos das principais vantagens e desvantagens do uso de uma rede social
Existe muitas vantagens em utilizar um computador, desde coisas básicas como fazer amigos , até coisas complexas, como trabalhos, abaixo citaremos algumas dessa vantagens:
  • As pessoas devem saber o seu e-mail para te encontrar, garantindo mais privacidade; Interação com revistas e textos publicados, como comentários que podem ser deixados;
  • Construir páginas para a internet ou trabalhar com código com assuntos de sua escolha , se escolher um blog temo seu trabalho reduzido pois no blog , existem ferramentas que ajudam na formatação , ao invés de gravar diversos códigos Para interagir também com amigos e família que moram longe por dentro da sua vida que faz com que eles se sintam perto de você;
  • Amplia seu conhecimento geral , ajuda em trabalhos , lições de casa , e ate mesmo nas curiosidade;Se diverte com vídeos e matérias engraçadas , passa a ter um maior entretenimento;
Envio de currículos, e também cargos em determinadas empresas.
Também estão presente várias desvantagens no nosso dia-a-dia, porem umas das piores é aquela que coloca sua vida em risco, abaixo citaremos algumas outras também:
  • Distrai a sua atenção quando você deve fazer coisas importantes no computador, como por exemplo ter alguma prova ou trabalho para fazer e navegar na internet sem se preocupar ;
  • Dependendo de sites que você visita, ele pode prejudicar seu computador trazendo vírus, podendo ate estragar a maquina;
  • Você pode perder muito tempo na Internet com as conversas, deixando de faze outras coisas, como estudar;
  • A linguagem utilizada faz com que as pessoas, se confundam na hora de ter que escrever corretamente;

    O impacto negativo de uma frase ou foto inadequada

    Esse tipo de publicação na internet pode surtir muitos efeitos negativos para o usuário.
    Devemos nos prevenir ao máximo para tal exposição ao mundo, com informações pessoais, íntimas e que se vazarem e cair em mãos erradas, pode trazer graves consequências a vida pessoal do usuário,como, em sua família ou no seu meio de trabalho em que devemos sempre ser ético e profissional.
    Uma foto ou frase que se publica em uma rede social pode ser vista por qualquer pessoa que também tenha uma conta na mesma rede.
    Se for visto por pessoas conhecidas e má intensionada, pode acabar por te prejudicar principalmente no trabalho, fazer chantagem e conseguir estorquí-lo ao máximo se possível.
    Então toda precaução é pouca quando nos colocamos a mostra e nos expondo ao público de tal maneira
fonte: http://vantagensedesvantagensdasredessociais.blogspot.com.br/

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Estatuto da Igualdade Racial



Estatuto da Igualdade Racial é uma lei especial do Brasil, sendo um conjunto de regras e princípios jurídicos que visam coibir a discriminação racial e estabelecer políticas para diminuir a desigualdade social existente entre os diferentes grupos raciais.

No Brasil, a Lei nº 12.288/10 , de autoria do Senador Paulo Paim, instituiu o Estatuto da Igualdade Racial. Segundo o artigo 1º, o Estatuto da Igualdade Racial tem por objetivo “combater a discriminação racial e as desigualdades raciais que atingem os afro-brasileiros, incluindo a dimensão racial nas políticas públicas desenvolvidas pelo Estado”. Discriminação racial é definida pelo texto legal como “toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo, ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais” (art. 1º, § 1º). Já desigualdades raciais, por sua vez, como sendo “situações injustificadas de diferenciação de acesso e gozo de bens, serviços e oportunidades, na esfera pública e privada”.

Segundo o autor do projeto:


“Não queremos a cultura afro-brasileira vista, sentida e experimentada somente nas práticas religiosas, música ou alimentação. Queremos a cultura do negro inserida nas escolas, no mercado de trabalho, nas universidades, pois o negro faz parte do povo brasileiro. Cultivar as raízes da nossa formação histórica evidentes na diversificação da composição étnica do povo é o caminho mais seguro para garantirmos a afirmação de nossa identidade nacional e preservarmos os valores culturais que conferem autenticidade e singularidade ao nosso país. É imprescindível que haja união entre as pessoas, povos, nacionalidades e culturas. Todos os esforços para combater as barreiras discriminatórias são subsídios concretos para a formação de um novo ser humano, capaz de elevar-se à altura de seu destino e evitar destruir a si mesmo.

O projeto de lei prevê a obrigatoriedade do ensino da história da África; reconhece a capoeira como esporte e prevê recursos para a prática; reitera prática livre de cultos religiosos de origem africana; garante linhas especiais de financiamento público para quilombolas; e prevê a criação de ouvidorias em defesa da igualdade.

Para Calil Simão, coordenador e coautor da primeira obra jurídica sobre o tema:

"Com base no Estatuto da Igualdade Racial é possível exigir do Estado medidas concretas para atender um interesse individual ou coletivo, bem como pode um ente político exigir do outro a sua contribuição nos projetos e ações destinadas a combater a “discriminação racial” e as “desigualdades raciais” que atingem os afro-brasileiros.

Desse modo, o argumento de alguns de que o Estatuto da Igualdade Racial é um texto de compromisso ou simplesmente sugestivo sem quCOMPalquer característica de coercitividade não procede, já que ele trata do dever do Estado, regulamentando a Constituição Federal e definindo qual a postura do Estado com relação à proteção e promoção dos interesses dos afro-brasileiros. fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Estatuto_da_Igualdade_Racial

COMPREENDENDO O TEXTO:

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Da tortura a dignidade

LEIA O TEXTO A SEGUIR:

 
Pensando o trabalho a partir da tortura (como era visto) até o momento em que foi tido como uma atividade que dignifica o homem. O termo trabalho pode ter nascido do vocábulo latino tripallium, que sig­nifica "instrumento de tortura", e por muito tempo esteve associado à ideia de atividade penosa e torturante. Nas sociedades grega e romana era a mão-de­-obra escrava que garantia a produção necessária para suprir as necessidades da população. Existiam outros trabalhadores além dos escravos, como os meeiros, os artesãos e os camponeses. No entanto, mesmo os trabalhadores livres eram explorados e oprimidos pelos senhores e proprietários. Estes eram desobrigados de qualquer atividade, exceto a de discutir os assuntos da cidade e o bem-estar dos cidadãos. Para que não dependessem do próprio trabalho e pudessem se dedicar exclusivamente a essa atividade, o trabalho escravo era fundamental. O trabalho passou a ter valor após a Revolução Industrial e emergência do mercantilismo e do capitalismo devido a necessidade de mão de obra requerida pela burguesia que ganhava forças cada vez mais. a partir daí passou-se a pensar o trabalho como algo valoroso, algo que dignifica o homem, o trabalho mudou de figura e era preciso agora convencer as pessoas de que trabalhar para os outros era bom. Algumas mudanças ocorreram na estrutura do trabalho. O pensamento primário a respeito do trabalho foi tomando novo rumo. artesãos e pequenos produtores se transformaram em assalariados. Primeiro, casa e local de trabalho foram separados; depois, separaram o trabalhador de seus instrumentos; por fim, tiraram dele a possibilidade de conseguir a própria matéria-prima. Tudo passou a ser dos comerciantes e industriais que haviam acumulado riquezas. Eles financiavam, organizavam e coordenavam a produção de mercadorias, definiam o que produzir e em que quantidade. Afinal, o dinheiro era deles. Essa transformação aconteceu por meio de dois processos de organização do trabalho: a cooperação simples e a manufatura (ou cooperação avançada). Na cooperação simples, era mantida a hierarquia da produção artesanal entre o mestre e o aprendiz, e o artesão ainda desenvolvia, ele próprio, todo o processo produtivo, do molde ao acabamento. A diferença é que ele estava a serviço de quem lhe financiava não só a matéria-prima, como até mesmo alguns instrumentos de trabalho, e também definia o local e as horas a ser trabalhadas. Esse tipo de organização do trabalho abriu caminho para novas formas de produção, que começaram a se definir como trabalho coletivo. No processo de manufatura (ou cooperação avançada), o trabalhador até continuava a ser artesão, mas não fazia tudo, do começo ao fim. O sapato, por exemplo, era feito a muitas mãos, como numa linha de montagem. Cada um cuidava de uma parte, como hoje acontece com os carros e tantos outros produtos fabricados. Com esse processo ocorreu o convencimento do trabalhador de que a situação presente era melhor do que a anterior. Diversos setores da sociedade colaboraram para essa mudança: As igrejas procuraram passar a ideia de que o trabalho era um bem divino e quem não trabalhasse não seria abençoado. Não trabalhar (ter preguiça) passou a ser pecado. Os governantes passaram a criar uma série de leis e decretos que penalizavam quem não trabalhasse. Os desempregados eram considerados vagabundos e podiam ir para a prisão. Inclui-se aqui o auxílio da polícia, encarregada de prender esses "vagabundos". Os empresários desenvolveram uma disciplina rígida no trabalho, principalmente com horários de entrada e saída dos estabelecimentos. As escolas passaram às crianças a ideia de que o trabalho era fundamental para a sociedade. Esse conceito era ensinado, por exemplo, nas tarefas e lições e também por meio dos contos infantis. Quem não se lembra, por exemplo, da his­tória da Cigarra e da Formiga ou da dos Três Porquinhos? Quem não trabalhava "levava sempre a pior".

Aprofundando os Conhecimentos


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

ETNOCENTRISMO E RELATIVISMO CULTURAL

Todas as diferenças existentes entre as pessoas de todo o mundo, modo de se portar, modo de falar, de se expressar, suas crenças e costumes e a forma das sociedades se organizarem, chama-se Diversidade Cultural. Porém, há diversas pessoas, povos e culturas que possuem uma visão do mundo onde seu próprio grupo ou sociedade é que é a correta, negando todas as outras, somente seus modelos e valores é que são os corretos. 

Xenofobia (preconceito por nacionalidade, classe social e cor). Podemos inserir nesse contexto alguns exemplos atuais, o bullying, a homofobia, o preconceito racial etc., a isso damos o nome de Etnocentrismo (dificuldade de ver e tolerar as diferenças).

Vemos que no Relativismo Cultural, há grande parte de verdade, pois este defende que o "bem" e o "mal" são relativos a cada cultura, os princípios morais descrevem os sentimentos em determinada sociedade e deve se basear nas normas descritas por ela.

Diversidade cultural e etnocentrismo

O etnocentrismo denota a maneira pela qual um grupo, identificado por sua particularidade cultural, constrói uma imagem do universo que favorece a si mesmo. Compõe-se de uma valorização positiva do próprio grupo, e um referência aos grupos exteriores marcada pela aplicação de normas do seu próprio grupo, 

ignorando, portanto, a possibilidade de o outro ser diferente. Sendo baseado numa preferência que não encontra uma validade racional, o etnocentrismo é encontrado, em diferentes graus, em todas as culturas humanas. Mas não é só o fato de preferir a própria cultura que constitui o que se convencionou chamar de etnocentrismo, e sim o preconceito acrítico em favor do próprio grupo e uma visão distorcida e preconceituosa em relação aos demais. O etnocentrismo é um fenômeno sutil, que se manifesta através de omissões, seleção de acontecimentos importantes, enunciado de um sistema de valores particular, etc. 

Em sua expansão, a partir do século XV, as sociedades européias se defrontaram com outras sociedades e perceberam que estas não eram feitas à sua imagem. A reação imediata do Ocidente foi o etnocentrismo. Em seu avanço, a cultura européia não só é etnocêntrica, como também etnocidária. O etnocídio é a destruição de modos de vida e de pensamentos diferentes dos compartilhados por aqueles que conduzem à prática da destruição, que reconhecem a diferença como um mal que deve ser sanado mediante a transformação do Outro em algo idêntico ao modelo imposto. Resulta disso, segundo Jaulin, que o conjunto submetido a essa cultura é homogêneo, pois provém da extensão de si mesmo e da negação do Outro. O Outro é sempre negado pelas culturas européias, pois o universo no qual está integrado passa a depender dessas culturas. 










quarta-feira, 23 de outubro de 2013

GÊNERO: UMA QUESTÃO FEMININA?

Podemos começar nossa reflexão discutindo porque as questões relativas as mulheres são tratadas sob o termo de Gênero? O termo Gênero foi um conceito construído socialmente buscando compreender as relações estabelecidas entre os homens e as mulheres, os papéis que cada um assume na sociedade e as relações de poder estabelecidas entre eles.

No mundo onde vivemos existem três reinos: o reino animal, o reino vegetal e o reino mineral. No reino animal, os seres sexuados dividem-se em machos e fêmeas. As diferenças sexuais são baseadas nas diferenças biológicas. O organismo do macho é diferente do da fêmea. Essa diferença natural também marca o desenvolvimento da espécie humana

Na espécie humana temos o ser masculino e o ser feminino. A reprodução da espécie humana só pode acontecer com a participação desses dois seres. Para perpetuar a espécie, os homens e as mulheres foram criando uma relação de convivência permanente e constante. Surgiu com o desenvolvimento da espécie humana, a sociedade humana.

A sociedade humana é histórica, muda conforme o padrão de desenvolvimento da produção, dos valores e normas sociais. Assim, desde que o homem começou a produzir seus alimentos, nas sociedade agrícolas do período neolítico (entre 8.000 a 4.000 anos atrás), começaram a definir papéis para os homens e para as mulheres.

Nas sociedades agrícolas já havia a divisão sexual do trabalho, marcada desde sempre pela capacidade reprodutora da mulher, o fato de gerar o filho e de amamentá-lo. O aprendizado da atividade de cuidar foi sendo desenvolvido como uma tarefa da mulher, embora ela também participasse do trabalho do cultivo e da criação de animais.

Surgem as sociedade humanas, divididas em clãs, em tribos e aldeias. Na fase pré-capitalista o modelo de família era multigeracional e todos trabalhavam numa mesma unidade econômica de produção. O mundo do trabalho e o mundo doméstico eram coincidentes.

A função de reprodutora da espécie, que cabe à mulher, favoreceu a sua subordinação ao homem. A mulher foi sendo considerada mais frágil e incapaz para assumir a direção e chefia do grupo familiar. O homem, associado a idéia de autoridade devido a sua força física e poder de mando, assumiu o poder dentro da sociedade. Assim, surgiram as sociedades patriarcais, fundadas no poder do homem, do chefe de família.

A idéia de posse dos bens e a garantia da herança dela para as gerações futuras, levou o homem a interessar-se pela paternidade. Assim, a sexualidade da mulher foi sendo cada vez mais submetida aos interesses do homem, tanto no repasse dos bens materiais, através da herança, como na reprodução da sua linhagem. A mulher passou a ser do homem, como forma dele perpetuar-se através da descendência. A função da mulher foi sendo restrita ao mundo doméstico, submissa ao homem.

As sociedades patriarcais permaneceram ao longo dos tempos, mesmo na sociedade industrial. Porém, nas sociedades industriais o mundo do trabalho se divide do mundo doméstico. As famílias multigeracionais vão desaparecendo e forma-se a família nuclear (pai, mãe e filhos). Permanece o poder patriarcal na família, mas a mulher das camadas populares foi submetida ao trabalho fabril. No século XVIII e XIX o abandono do lar pela mães que trabalhavam nas fábricas levou a sérias conseqüências para a vida das crianças. A desestruturação dos laços familiar, das camadas trabalhadoras e os vícios decorrentes do ambiente de trabalho promíscuo fez crescer os conflitos sociais.

A revolução industrial incorporou o trabalho da mulher no mundo da fábrica, separou o trabalho doméstico do trabalho remunerado fora do lar. A mulher foi incorporada subalternamente ao trabalho fabril. Em fases de ampliação da produção se incorporava a mão de obra feminina junto à masculina, nas fases de crise substituía-se o trabalho masculino pelo trabalho da mulher, porque o trabalho da mulher era mais barato. As lutas entre homens e mulheres trabalhadoras estão presentes em todo o processo da revolução industrial. Os homens substituídos pelas mulheres na produção fabril acusavam-nas de roubarem seus postos de trabalho. A luta contra o sistema capitalista de produção aparecia permeada pela questão de gênero. A questão de gênero colocava-se como um ponto de impasse na consciência de classe do trabalhador.

Assim, nasceu a luta das mulheres por melhores condições de trabalho. Já no século XIX havia movimento de mulheres reivindicando direitos trabalhistas, igualdade de jornada de trabalho para homens e mulheres e o direito de voto.

Ao ser incorporada ao mundo do trabalho fabril a mulher passou a ter uma dupla jornada de trabalho. A ela cabia cuidar da prole, dos afazeres domésticos e também do trabalho remunerado. As mulheres pobres sempre trabalharam. A remuneração do trabalho da mulher sempre foi inferior ao do homem. A dificuldade de cuidar da prole levou as mulheres a reivindicarem por escolas, creches e pelo direito da maternidade.

Na sociedade capitalista persistiu o argumento da diferença biológica como base para a desigualdade entre homens e mulheres. A mulheres eram vistas como menos capazes que os homens. Na sociedade capitalista o direito de propriedade passou a ser o ponto central, assim, a origem da prole passou a ser controlada de forma mais rigorosa, levando a desenvolver uma série de restrições a sexualidade da mulher. Cada vez mais o corpo da mulher pertencia ao homem, seu marido e senhor. O adultério era crime gravíssimo, pois colocava em perigo a legitimidade da prole como herdeira da propriedade do homem.

No século XX as mulheres começaram uma luta organizada em defesa de seus direitos. A luta das mulheres contra as formas de opressão a que eram submetidas foi denominada de feminismo e a organização das mulheres em prol de melhorias na infra-estrutura social foi conhecida como movimento de mulheres. A luta feminina também tem divisões dentro dela. Os valores morais impostos às mulheres durante muito tempo, dificultaram a luta pelo direito de igualdade. As mulheres que assumiram o movimento feminista foram vistas como "mal amadas" e discriminadas pelos homens e também pelas mulheres que aceitavam o seu papel de submissas na sociedade patriarcal.

A luta feminina é uma busca de construir novos valores sociais, nova moral e nova cultura. É uma luta pela democracia, que deve nascer da igualdade entre homens e mulheres e evoluir para a igualdade entre todos os homens, suprimindo as desigualdades de classe.

Após a década de 1940 cresceu a incorporação da força de trabalho feminina no mercado de trabalho, havendo uma diversificação do tipo de ocupações assumidas pelas mulheres. Porém, no Brasil, foi na década de 1970 que a mulher passou a ingressar de forma mais acentuada no mercado de trabalho. A mulher ainda ocupa as atividades relacionadas aos serviços de cuidar (nos hospitais, a maioria das mulheres são enfermeiras e atendentes, são professoras, educadoras em creches), serviços domésticos(ser doméstica), comerciárias e uma pequena parcela na indústria e na agricultura.

No final dos anos 1970 surgem movimentos sindicais e movimentos feministas no Brasil. A desigualdade de classe juntou os dois sexos na luta por melhores condições de vida. O movimento sindical começou a assumir a luta pelos direitos da mulher. Na década de 1980, quando nasceu a CUT, a bandeira das mulheres ganhou mais visibilidade dentro do movimento sindical. Surgiu na década de 1980 a Comissão Nacional da Mulher Trabalhadora, na CUT.

A luta pela democratização das relações de gênero persistiu e com a Constituição Federal de 1988 a mulher conquistou a igualdade jurídica. O homem deixou de ser o chefe da família e a mulher passou a ser considerada um ser tão capaz quanto o homem.

Na década de 1990, no Brasil, a classe trabalhadora enfrentou o problema da desestrutração do mercado de trabalho, da redução do salário e da precarização do emprego. As mulheres são as mais atingidas pela precarização do trabalho e pela gravidade da falta de investimentos em equipamentos sociais (creches, escolas, hospitais). Embora sejam mais empregáveis que os homens, isso decorre da persistente desigualdade da remuneração do trabalho da mulher. A mulher passou a ter um nível educacional igual e as vezes até superior ao do homem, porque como enfrenta o preconceito no mundo do trabalho, ela deve se mostrar mais preparada e com maior escolarização para ocupar cargos que ainda são subalternos.

Os critérios de contratação das mulheres no mundo do trabalho estão impregnados pela imagem da mulher construída pela mídia e colocada como padrão de beleza. O empregador ainda busca a moça de "boa aparência". Assim, as mulheres sofrem dupla pressão no mercado de trabalho, a exigência de qualificação profissional e da aparência física. O assédio sexual ainda é uma realidade para a mulher no mundo do trabalho, isso decorre da própria cultura patriarcal que foi colocando o homem como o senhor do corpo da mulher.

Apesar de tantas dificuldades as mulheres conquistaram um espaço de respeito dentro da sociedade. As relações ainda não são de igualdade e harmonia entre os gênero feminino e o masculino. O homem ainda atribui à mulher a dupla jornada, já que o lar é sua responsabilidade, mas muitos valores sobre as mulheres já estão mudando. O homem também está em conflito com o papel que foi construído socialmente para ele, hoje ser homem não é nada fácil, pois as mulheres passaram a exigir dele um novo comportamento que ele ainda está construindo.

Quando a igualdade de gênero se coloca, cresce o espaço da democracia dentro da espécie humana. A democratização efetiva da sociedade humana passa pela discussão das relações de gênero, neste sentido a luta das mulheres não está relacionada apenas aos seus interesses imediatos, mas aos interesses gerais da humanidade.

AMPLIANDO OS CONHECIMENTOS


Gênero from Milbrasil

COMPREENDENDO O TEXTO:

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

IDEOLOGIA

Ideologia é “um conjunto de inverdades difundidas através de idéias falsas, símbolos, preconceitos, propagandas e “slogans” para neutralizar e dominar aqueles que historicamente pertencem à classe dos dominados, sem que eles se percebam como sendo dominados.

 A ideologia trabalha para esconder as diferenças sociais, passando uma imagem de que todos somos iguais. No máximo ela admite que há uma divisão (é evidente, que é impossível negá-la) porque : “o indivíduo é pobre porque quer”, “quem não estuda não progride na vida”, “os pobres são pobres porque querem”, “a pobreza é abençoada por Deus”. A ideologia é um fator de estabilização social.



A ideologia nos meios de comunicação



Os meios de comunicação são na atualidade um dos maiores veículos de transmissão e imposição da ideologia dominante. São várias as formas usadas pelos meios de comunicação para impor a ideologia dominante (burguesa e capitalista). Vejamos algumas:

a) a ideologia do consumismo: o capitalismo tem o poder de transformar tudo em mercadoria: o “dia das mães”, “dos namorados”, “das crianças”, etc. A cada festa, mais lucro para o capitalista... mais pobreza, porém, para a consciência de boa parte dos consumidores, que já perdeu a capacidade de tomar uma atitude de crítica diante do fato de dar e receber presentes. O importante é ter e não ser. O amor e a amizade são traduzidos pelo ter, pelo possuir, pelo presentear, muitas vezes esquecendo o verdadeiro significado do amor e da amizade. Seguindo a ideologia do consumismo quantas pessoas compram coisas que nunca irão usar. Compram porque foram induzidas, forçadas pela propaganda. Muitas vezes a propaganda amortece a capacidade crítica do indivíduo, transformando-o num robô consumista. Quantas propagandas são enganosas porque não dizem realmente a verdade sobre o produto apresentado. Outras são imorais – não porque apelam para o nu – mas porque apelam para a mentira, para a chantagem emocional, para a destruição dos valores morais ou sociais;
b) a ideologia da moda – também uma característica do capitalismo, que, precisando a cada instante do lucro, busca na moda uma imposição dos seus padrões. A moda do verão, do inverno, do natal, da praia, do esporte...e assim, explora-se duplamente o trabalhador: pagando-lhe um salário de miséria e sugando-lhe este pouco salário através do consumismo e da moda.
c) a ideologia imperialista: isto é, a ideologia das multinacionais e das nações ricas, manifesta e expressa nos “enlatados” (filmes) e “shows fantásticos” que mostram o modo de vida das nações ditas desenvolvidas. 
d) a ideologia da segregação – que se manifesta no racismo, na condição de inferioridade da mulher ou do pobre e, por conseguinte, na exaltação da riqueza, da força do homem, no elogio ao esperto, na superioridade do homem estudado, etc. Observe como são os cenários das novelas: que belos apartamentos, que belas salas, que ricas modas. Mesmo os pobres nas novelas têm carro, vivem em casas onde os móveis têm um padrão de classe média, sem fome e copos de estrato de tomate. Não se explica de onde vem o dinheiro e tudo parece perfeito, com homens engravatados e mulheres maquiladas. No fundo, a ideologia faz com que o trabalhador, que produz quase tudo que aparece na TV e que não pode possuir bens, se console em ver tudo isso!

No século XX, varias ideologias se destacaram:
- Ideologia fascista: implantada na Itália e Alemanha, principalmente, nas décadas de 1930 e 1940. Possuía um caráter autoritário, expansionista e militarista.
- Ideologia comunista: implantada na Rússia e outros países (principalmente do leste europeu), após a Revolução Russa (1917). Visava a implantação de um sistema de igualdade social.
- Ideologia democrática: surgiu em Atenas, na Grécia Antiga, e possui como ideal a participação dos cidadãos na vida política.
- Ideologia capitalista: surgiu na Europa durante o Renascimento Comercial e Urbano (século XV). Ligada ao desenvolvimento da burguesia, visa o lucro e o acumulo de riquezas.
- Ideologia conservadora: ideias ligadas à manutenção dos valores morais e sociais da sociedade.
- Ideologia anarquista: defende a liberdade e a eliminação do estado e das formas de controle de poder.
- Ideologia nacionalista: exaltação e valorização da cultura do próprio país.



http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1255
https://filosofianocel.wordpress.com/2009/09/29/ideologia-marx-e-marilena-chaui/




POBREZA E DESENVOLVIMENTO

As expressões subdesenvolvimento e país subdesenvolvido foram muito utilizadas na imprensa e na literatura sociológica e econômica durante as décadas de 1950 e 1960. Entre os anos 1970 e 1990, porém, tornou-se comum o uso dos conceitos de Terceiro Mundo e terceiro-mundismo, que reuniam as regiões antes rotuladas de subdesenvolvidas. Atualmente, essas expressões foram substituídas pelas noções de país pobre e de país emergente, ou em desenvolvimento.
Esses novos conceitos têm a vantagem de diferenciar sociedades extremamente pobres de regiões que combinam índices importantes de crescimento e bem-estar com amplos setores da população vivendo abaixo da linha de pobreza. Ao grupo dos extremamente pobres pertencem países como Burkina Fasso, na África, Haiti, na América Latina, e Bangladesh, na Ásia. Já o grupo dos emergentes, ou que estão em desenvolvimento, englobam países como o Brasil, a Rússia, a Índia e a China, grupo esse conhecido pela sigla BRICs.

Neste capítulo, retomamos o conceito inicial de subdesenvolvimento porque ele designa uma situação histórica específica, comum a um conjunto de países, que a noção de país emergente ou em desenvolvimento às vezes mascara, escondendo problemas que os aproximam mais dos países pobres do que daqueles que já alcançaram o pleno desenvolvimento.


1. Os países pobres

Antes de entrar na discussão do conceito de subdesenvolvimento, talvez seja interessante assinalar algumas características comuns a todos os países pobres, parte das quais podem ser encontradas também nos países emergentes. Essas características são:
· baixa renda per capita;
· dependência econômica e tecnológica em relação aos países plenamente desenvolvidos;
· grandes desigualdades na distribuição de renda, com algumas pessoas muito ricas e a maioria da população, ou boa parte dela, vivendo em condições de extrema pobreza;
· taxas elevadas de mortalidade infantil;
· altos índices de analfabetismo;
· má distribuição da propriedade da terra, com um pequeno grupo de latifundiários que concentram a maior parte do solo cultivável, enquanto milhões de camponeses vivem sem-terra ou com pouca terra para trabalhar;
· dívida externa elevada;
· economia controlada em parte por empresas multinacionais com centros de decisão fora do país;
· corrupção generalizada nos órgãos administrativos e em outros setores do Estado;
· desrespeito aos direitos humanos mais ou menos frequente.


Um desenvolvimento perverso

Assim, são chamados hoje países pobres aqueles que apresentam baixos níveis de desenvolvimento humano, econômico e social. Tais características, como vimos, atingem também, embora apenas parcialmente, ou em menor escala, os países ditos em desenvolvimento.

Afastado hoje da literatura sociológica e econômica, o antigo conceito de subdesenvolvimento não pode ser confundido com o de não-desenvolvimento ou com o de pouco desenvolvimento. Na verdade, sua característica mais marcante é o que se poderia chamar de desenvolvimento perverso, já que o crescimento econômico nos países antes chamados de subdesenvolvidos acentua as desigualdades sociais em vez de diminuí-las, aumentando o abismo que separa ricos de pobres.

Por outro lado, é preciso destacar que alguns países do antigo grupo de subdesenvolvidos encontram-se hoje numa fase mais avançada de industrialização. Exemplo – Brasil, Rússia, Índia e China -, a Argentina, o Chile, a África do Sul e o México, além de outros. Eles formam o chamado grupo de países emergentes.


Ricos e pobres no Brasil

O Brasil se situa entre as dez maiores economias do mundo. Entretanto, do ponto de vista da distribuição de renda, da qualidade de vida e do bem-estar da população, encontra-se ainda em um patamar muito baixo. Segundo a classificação da ONU (Organização das Nações Unidas), em setembro de 2007 o Brasil ocupava a 70ª posição na escala do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), entre 177 países estudados.

O IDH é um indicador que me de a qualidade de vida de um país. Para calculá-lo, os técnicos da ONU levam em conta a expectativa de vida da população, a renda per capita, a taxa de alfabetização da população e o índice de matrículas no ensino fundamental, médio e superior. Atualmente, o Brasil tem um IDH mais baixo do que o de países mais pobres, como Panamá (62º), Cuba (51º), Uruguai (46º) e Chile (40º).

Em relação ao ano anterior, o IDH de 2007, que chegou a 0,800, representou um avanço, pois colocou pela primeira vez o Brasil entre os países de alto desenvolvimento humano (nos anos anteriores, o país se encontrava entre os de desenvolvimento humano médio).

Apesar desse avanço, ainda se mantêm no Brasil alguns dos indicadores típicos do subdesenvolvimento: desigualdade extrema na distribuição de renda, pobreza, insuficiência alimentar, grande incidência de doenças, altas taxas de mortalidade infantil entre os pobres, precariedade na coleta de esgotos, etc.

Veja agora alguns dados socioeconômicos referentes ao Brasil:

· População: 187 milhões de pessoas (2006), dos quais 81% estão na área urbana e 19% na zona rural.
· 7,5% da população, ou seja, cerca de 14 milhões de pessoas estão abaixo da linha de pobreza (sobrevivem com menos de 1 dólar por dia).
· 85 milhões de brasileiros consomem, por dia, menos de 2.240 calorias, o que é considerado o número mínimo necessário para uma vida normal (a média nacional é de 1.811 calorias).
· PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas durante um ano): 833 bilhões de dólares (2007); 44,4% da riqueza produzida  concentra-se nas mãos dos 10% mais ricos da população.
· 10% da população sobrevive com menos de um salário mínimo por mês; esse grupo de pessoas fica com apenas 0,8% do total da renda do país.
· Renda per capita: 3.890 dólares (2005). A dos Estados Unidos é superior a 43 mil dólares.
· Em cada grupo de mil crianças que nascem, cerca de 33 morrem antes de completar 5 anos (2006).
fonte: http://professorakaroline.blogspot.com.br/2013/02/2-ano-sociologia-pobresa-e.html